A caminho do Fórum Social Português 7 a 10 de Junho 2003
De 7 a 10 de Junho de 2003 decorrerá, em Lisboa,
o Fórum Social
Português que pretende ser um grande encontro, à escala nacional,
das organizações e movimentos sociais que consideram que um outro
mundo mais pacífico, justo, solidário e sustentável é não
apenas indispensável, mas possível.
Este acontecimento será um
processo que reflectirá as ideias,
experiências e problemas do movimento social português e a suas
implicações no plano local,nacional e global. À semelhança
do Fórum Social Mundial de Porto Alegre ou do Fórum Social Europeu,
será um evento aberto onde confluirão, em múltiplos conferências,
encontros, oficinas, mesas de diálogo e controvérsia, bancas
/ exposições
e eventos culturais, as diferentes redes e organizações que condenam
as orientações políticas, económicas, sociais,
culturais e ambientais do neoliberalismo, que conduzem à guerra, ao
racismo, à xenofobia,
ao sexismo, à homofobia, à pobreza, à exclusão
social e à injustiça.
O processo da sua criação
começou com um plenário
em Lisboa em Maio de 2002.
Em Setembro, 80 destas organizações
aprovaram em Coimbra, uma declaração comum, em que se definia
as regras e os objectivos de assumia o compromisso de o realizar em Junho de
2003. Em Janeiro, no Porto,
um terceiro plenário de preparação, que reuniu uma centena
de organizações e movimentos de quase todo o país aprovou
o local e data do Fórum e decidiu que o programa seria composto das
seguintes eixos temáticos:
Democracia, Cidadania, Direitos e Serviços
Públicos, Trabalho,
Economia, Globalização e Desenvolvimento Sustentável
Defesa e Promoção da Paz e da Solidariedadee Luta Contra a Guerra
Está em
desenvolvimento o processo de alargamento do número de
organizações participantes que subscrevam a Declaração
de Coimbra e de apresentação de propostas de iniciativas a realizar
durante o Fórum, de forma a que este reflita tanto quanto possível
a realidade e diversidade do movimento social português, dos seus problemas
e intervenção.
Participa na sua criacão, junta-te a nós.
O nosso ponto de encontro
entre plenários é em www.forumsocialportugues.net
por onde passam as discussões e iniciativas de preparação
do FSP.
1 de Março · Coimbra
Reunião dos Grupos de Programa, Organização e Rede
12 Abril · Évora
IV Plenário Nacional de Preparação do FSP
17 Maio · Almada
V Plenário Nacional de Preparação do FSP
Declaração
de Coimbra
A 21 de Setembro de 2002, as pessoas, as organizações
e os movimentos da sociedade portuguesa, presentes no Plenário Nacional
em Coimbra, decidem convocar o Primeiro Fórum Social Português
para Junho 2003. O Fórum Social Português afirma-se 'um movimento
de movimentos' que se reconhecem no espírito do Fórum Social
Mundial e dos Encontros Continentais que, por todo o planeta, proclamam que
um outro Mundo mais Pacífico,
Justo, Solidário e Sustentável é não apenas necessário,
mas possível.
O Fórum Social Português representa em Portugal
um processo de encontro, convergência e participação da
cidadania organizada e das pessoas, independentemente da sua nacionalidade,
que se revêem
e subscrevem a Carta de Princípios de Fórum Social Mundial. Este
espaço não pretende representar o conjunto da sociedade portuguesa,
mas amplificar a voz d@s muit@s que condenam as políticas económicas,
sociais, ambientais e culturais do neoliberalismo, a guerra, o sexismo, o racismo,
a homofobia, a xenofobia, a pobreza, a exclusão social e a injustiça.
Ao
Fórum Social Português podem aderir todas as pessoas, organizações
e movimentos existentes no país que se reconheçam nesta declaração.
Tod@s são bem vind@s e tod@s são iguais, quer sejam uma pessoa,
quer representem um milhão.
No Fórum Social Português trocam-se
experiências, criam-se
alternativas e discutem-se e põem-se em prática ideias de tod@s.
Mas, ninguém está mandatad@ para falar em nome do Fórum
Social Português.
No Fórum Social Português confluem muitos
caminhos e dele sairão
muitos mais. Aqui se produzem ideias e se preparam acções, que
- apesar de apenas obrigarem @s que nelas se queiram envolver - contribuem
para construir um Portugal melhor, num Mundo diferente. A afirmação
desta diversidade não cabe num documento final.
A regra principal desta
construção democrática efectiva
e plural é clara: todos os níveis da sua organização
estão abertos à participação de tod@s. Somos intransigentemente
pela transparência. O que formos capazes de realizar em conjunto será sempre
o resultado do empenho de tod@s.
A nossa legitimidade, bem como da iniciativa
que hoje anunciamos, é a
que decorre da vontade de, em conjunto, procurarmos imaginar um país
que contribua para a ideia de que um outro Mundo é possível. É esta
a força que - de Seattle a Génova e de Porto Alegre a Florença
- mobiliza vontades em todo o planeta. É esta a razão que partilhamos
e faremos crescer em Portugal.