O Fórum Social Português (FSP) é um processo de construção
de espaços democráticos de encontro e participação,
das organizações
do movimento social e da sociedade civil portuguesas que se revêem e
subscrevem a Carta
de Princípios do Fórum Social Mundial
e a Declaração de Coimbra.
Este espaço
não pretende representar a chamada sociedade civil
portuguesa.
Tod@s aqueles que condenam o neoliberalismo, a guerra e o racismo
e a xenofobia são bem vindos. Tod@s são iguais, representem 10
ou 1 milhão. A legitimidade d@s participantes e da iniciativa está apenas
na tentativa de
imaginar um país que contribua para a ideia força daqueles que
se manifestaram em Seattle, Praga e Génova e se juntaram em Porto Alegre: "Um
outro mundo é possível!".
No Fórum
Social Português trocam-se,
criam-se, discutem-se e põem-se em prática ideias. Ninguém
está mandatad@
para falar em nome do Fórum Social Português e tod@s devem ser
escutados no Fórum Social Português.
No Fórum Social Português
confluem muitas acções,
dele sairão muitas mais.
Mas o Fórum Social Português não
caberá num documento
final.
O Fórum Social Português tem como ponto marcante o encontro
de tod@s, o primeiro está previsto para Junho de 2003, mas o Fórum
Social Português, de alguma maneira, já começou: as suas
regras de democracia, participação,
criatividade e de acção iniciaram-se no processo da sua construção.
Aliás, o Fórum Social Português nunca está terminado
e é,
para além de tudo, um processo.
As regras de funcionamento do Fórum
Social Português são
claras: todos os níveis da sua organização são
abertos à participação
de tod@s. O Fórum Social Português ambiciona sempre mais transparência
e o seu programa
concreto será resultado do trabalho de tod@s.
Os três eixos de
discussão do primeiro Fórum Social Português
são:
1- Democracia, Cidadania, Direitos e Serviços Públicos.
2- Trabalho, Economia, Globalização e Desenvolvimento Sustentável.
3- A Defesa e Promoção da Paz, da Solidariedade e Luta Contra
a Guerra.
Assim, de dia 7 a 10 de Junho, na Cidade Universitária em Lisboa,
lá deveremos estar tod@s para celebrar essa construção
conjunta, e para darmos continuidade a um processo que não terá fim,
e que se alimentará daquilo
que cada um de nós para ele contribua.